quarta-feira, 9 de maio de 2012

George Harrison é foda!



Engraçado eu pensar e seguir as palavras de um cara que eu já esqueci. Uma das minhas lembranças da época de criança, era brincar de Passa ou Repassa (sim, tô velho) com meus pais e meu irmão. Não era um hábito eles pararem para brincar comigo, então eu devo ter enchido bastante o saco.

O jogo era um quiz de duplas, aonde você tinha a opção de mandar as perguntas para a dupla desafiante ou responder. E uma pergunta para minha equipe era: "Qual o nome dos quatro membro da banda Beatles?". Fácil, a gente responde.  Todos apontavam para o pequeno Tiago, não mais do que 7 ou 8 anos. E eu sabia mesmo, John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney e então... Bang, eu sabia que eram quatro. O tempo da resposta passando. E o quarto Beatle? Sim, eu decepcionei meu parceiro e devemos ter perdido aquela partida.



Mas, o engraçado é que naquela época eu realmente não conhecia George. Nem sabia que John era uma morsa (animal que ainda hoje desconheço). Ou que Paul era o baixista canhoto e quem no final das contas tocava e cantava em cada música. Eu também achava Ringo Starr um nome absurdamente legal demais, sem saber que depois ouviria que o Ringo é "tipo um Bee Gees". Enfim, as coisas que eu não sabia eu fui aprendendo aos poucos.
Ringo
Ringo x Bee Gees. OMFG!

Cada dia eu mergulho um pouco mais fundo, com ajuda do submarino amarelo. Mas, se for perguntado quais descobertas marcaram mais minha vida como ouvinte de música, de rock and roll e de fã dos caras, eu provavelmente vou te dizer que é saber que foi conhecer um pouco mais sobre o George, porque o cara é fantástico.

Além disso, ele conseguiu a façanha de criar riffs e hamornias que até hoje são conhecidas por todo o mundo, sem que ninguém soubesse que era ele o cara por trás de tudo. Era um grande guitarrista, mas teve a humildade suficiente para pedir para outro guitarrista monstro (Clapton é Deus) tocar o solo em While my guitar gently weeps.

A mente por trás de canções que me inspiram, esse guitarrista foi capaz de dar algumas poucas respostas sobre nossas dúvidas sobre a vida, o mundo em que vivemos e as atitudes que praticamos. Dúvidas que ele também tinha. Ou você acha que All things must passIsn’t it a pity? e outras  falam sobre o quê, cara pálida?





Ele é simplesmente o cara capaz de te falar verdades despretensiosas, irônicas e te fazer pensar fora do labirinto de rato de laboratório que a gente chama de civilização. Tudo isso embalado em melodias e uma sonoridade, que as vezes é esquecida, como aconteceu comigo no joguinho. Mas, faz toda diferença para quem consegue  prestar um pouquinho, só um pouquinho mesmo, mais de atenção. Leia com atenção:
Não é uma pena?
Não é uma vergonha,
como nós despedaçamos os corações alheios
e causamos dor uns aos outros
como nós recebemos os amor das pessoas
e não pensamos em mais nada
esquecendo de retribuir
Não é ma pena?
- George Harrison (Isn't it a pity)

Na moral, nada contra os outros três. O Paul e o John viraram mitos, quase contrapontos como o Yin e Yang. O Gerge era humano, em todos seus erros, limitações, saco cheio e talentos.
No final das contas, os quatro caras tinham o poder de emocionar, de comover e passaram uma bela mensagem (não traga sua namorada para os negócios, principalmente se você tiver a melhor banda do mundo). Mas o George era quem falava, mesmo sendo o mais introspectivo, o que precisamos escutar. Com naturalidade e melodia - coisa de gênio.

Tracklist:
1 - Got my mind set on you
2 - Here Comes the sun
3 - Apple Scruffs
4 - Within You Without You
5 - Give me love (Give me peace on Earth)
6 - While my guitar gently weeps
7 - Wah-wah
8 - Something
9 - Isn't it a Pity
10 - I me mine
11 - All Things Must Pass
Bônus 1: Thanks for the Pepperoni
Bônus 2: Between the devil and the deep blue sea 

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